quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Conseleite define na quinta-feira novos valores de referência para o leite em SC



O oeste catarinense responde por 73,8% da produção de leite de SC




O aumento dos custos de produção, a importação de lácteos do Mercosul e a queda no consumo criam uma situação de baixo desempenho para a cadeia do leite. Nesse contexto, o Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado (Conseleite) se reúne nesta quinta-feira (17), a partir das 9 horas da manhã, em Joaçaba, para definir os valores de referência do leite para este mês de setembro. 
Presidente do Conseleite/SC e vice-presidente 
regional da Faesc Adelar Maximiliano Zimmer
Os valores anunciados na última reunião do Conseleite, em agosto, ficaram assim: leite-padrão R$ 0,9192 o litro; acima do padrão R$ 1,0571 e abaixo do padrão R$ 0,8356. Esses valores referem-se ao leite posto na propriedade com Funrural incluso. 
O presidente do Conseleite/SC e vice-presidente regional da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc) Adelar Maximiliano Zimmer observa que os produtores rurais deveriam estar ganhando mais, porque os custos de produção cresceram com o encarecimento da energia elétrica, diesel, mão de obra, rações etc. Além disso, as pesadas chuvas que castigaram as pastagens do grande oeste catarinense impactaram negativamente na produtividade regional, reduzindo a oferta de leite. Entretanto, os preços não apresentam variações significativas desde junho no mercado primário de produção de leite. 
Zimmer realça que, apesar da abundância de leite no mercado interno e da redução do consumo, o Brasil continua importando leite em pó do Uruguai e da Argentina criando uma situação de oferta elevada. A remuneração dos agropecuaristas não aumentou porque o mercado operou em baixa devido a depressão na cotação internacional do leite em pó: a tonelada foi comercializada a menos de 2 mil dólares, derrubando todos os demais preços relativos. 
As avaliações do Conseleite/SC fecham com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) apurados em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O principal problema reside na baixa remuneração obtida na venda e o aumento considerável nos custos de produção, especialmente no item mão de obra, com alta de 9,7% em consequência, principalmente, do reajuste do salário mínimo formalizado pelo governo no início deste ano. 
O baixo preço pago pelo leite levou o produtor a precisar de mais 0,1 litros, este ano, para comprar um quilo de ração, cujo aumento atingiu 8,8% no período analisado. Nesse cenário, segundo o Cepea/CNA, o poder de compra do pecuarista leiteiro sofreu forte queda entre janeiro e maio deste ano, em comparação com igual período de 2014. Os principais Estados produtores acompanhados pelo estudo são Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nessas regiões, a conjugação de fatores negativos - reajuste nos preços da energia elétrica, combustíveis e de mão obra -, além da valorização do dólar frente ao real, provocou perda do poder de compra do produtor de leite e gastos elevados na composição dos insumos utilizados na produção.
Com a queda nas cotações do preço do leite ao produtor e o reajuste aplicado aos combustíveis nos meses de fevereiro e março deste ano, o produtor precisa de 3,06 litros de leite para poder comprar um litro de óleo diesel, aumento de quase 0,5 litros em comparação com os valores praticados em igual período do ano passado. 
Santa Catarina é o quinto produtor nacional, o Estado gera 2,8 bilhões de litros/ano. Praticamente, todos os estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. O oeste catarinense responde por 73,8% da produção. Os 80.000 produtores de leite (dos quais, 60.000 são produtores comerciais) geram 7,4 milhões de litros/dia. 


Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional
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