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terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Brasil Olímpico de 2016 e as suas medalhas



Por Sérgio Botton Barcellos*

O Brasil deixou as Olimpíadas de Londres com um total de 17 medalhas, ocupando a 22ª posição no ranking geral. O número superou a previsão do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que tinha como meta o mesmo resultado de Pequim – 2008.

Entre as conquistas alcançadas tivemos atletas que surpreenderam e conquistaram medalhas de ouro, como as vitórias de Sarah Menezes, no judô feminino, e de Arthur Nabarrete Zanetti, na ginástica artística. Entre as cinco medalhas de prata conquistadas, além das conseguidas na natação e no vôlei de quadra e areia, tivemos o pugilista Esquiva Falcão como destaque. As nove medalhas de bronze foram alcançadas por Adriana Araujo (boxe feminino), Yamaguchi Falcão (boxe masculino), Felipe Kitadai e Mayra Aguiar (judô), César Cielo (natação), Robert Scheidt e Bruno Prada (vela) e Juliana e Larissa (vôlei de praia feminino) e destaque para a pernambucana Yane Marques que conquistou a medalha no pentatlo moderno1.
A expectativa, para muitos, de um maior e melhor desempenho do time brasileiro nos jogos olímpicos ficou agora para 2016 no Rio de Janeiro. Com o quê? O apoio da torcida? Veremos!

Após o encerramento dos Jogos de Londres foi divulgado em alguns meios de comunicação que a presidenta Dilma Rousseff deve anunciar um “Plano Medalha”, o que aumentará os recursos destinados aos esportes de alto rendimento no país. O programa deverá ter como foco modalidades os esportes individuais, que distribuem mais medalhas e são o “ponto fraco” do time Brasil.

Segundo o nosso ministro Aldo Rebelo, outro programa, chamado até agora de “Bolsa-Técnico” destinará recursos para a equipe de especialistas que acompanha os atletas. O Ministro declara que o foco no aumento do número de medalhas acontece, além da pressão do país-sede, por causa do efeito “pedagógico” sobre as novas gerações. De acordo com o ministério do Esporte, a prioridade do atendimento do Bolsa-Atleta são os atletas olímpicos e paraolímpicos (FONTE: BBC – Brasil)2.

Os recursos para investir nos esportes olímpicos é repassado ao COB pelas loterias federais (2% da arrecadação) por meio da Lei Agnelo Piva. Foram R$ 331 milhões entre 2009 e 2012. Não estão computados nesse montante os investimentos diretos do governo federal, como o Bolsa Atleta3. Apesar de eventos distintos, em relação à Copa do Mundo no Brasil, os gastos estimados subiram de R$ 25 bilhões para R$ 27,4 bilhões, segundo estudo divulgado nesta semana pelo Tribunal de Contas da União (TCU)4.

Confesso que tenho sentimentos contraditórios e difusos, quando penso nas Olimpíadas no Brasil em 2016. Eu torço ao ver os jogos, grito, comemoro, mas depois me lembro que os jogos olímpicos chegarão ao Brasil em um país marcado por uma série de questões de fundo social consideradas crônicas e que estão atualmente ainda. Além de que, causa desconforto essa busca, que soa um pouco esquizofrênica, por medalhas e a equiparação com determinadas “potências” olímpicas. Ampliando o nosso quadro de desigualdades sociais no Brasil, há também desigualdades na quantia de incentivos e apoios esportivos para os atletas brasileiros dentre as modalidades

Pode até parecer, mas não estou querendo me somar ao coro daqueles que dizem “no Brasil não devia ter olimpíadas” e etc.. Agora tenho interesse em me somar ao coro de quem quer questionar “Qual olimpíadas queremos e teremos em 2016?”. Afinal, os jogos olímpicos virão para o Rio de Janeiro, como a Copa do Mundo, mesmo não passando por plebiscito ou referendo popular, como, o do desarmamento em 2005.
Nessa perspectiva, já que quero questionar qual Olimpíada ainda podemos ter, gostaria de esboçar uma idealização, ou quem sabe, dada a atual conjuntura, um direito ao “delírio”. A partir disso cabem ainda algumas questões: Para quem queremos provar ser “potência olímpica”? Por quê? Aonde queremos chegar com isso? Quem pagará a conta? (Bom, essa última parece já ter resposta, nós, o povo).

Cabe ressaltar e lembrar que a desigualdade social e a distribuição desigual de riqueza no Brasil configuram-se como sistêmica5 e também está contida nos campo dos esportes. Evidencia-se que a nossa condição de terceiro país mais desigual do mundo não está descolada da questão dos esportes, como muitos irão automaticamente elaborar. Podemos acreditar, essas desigualdades estão mais relacionadas do que imaginamos. Basta verificar os investimentos e a atenção dada ao futebol, vôlei, natação e atletismo, por exemplo, em relação às outras modalidades esportivas.

Ao que tudo indica também corremos o risco de cair em uma onda de investimentos direcionada a uma pedagogia no ensino de educação física relativa aos esportes de alto rendimento e competitividade. Nesse sentido, talvez estejamos fadados a ter em nossas escolas um pedagogismo da competitividade, propiciando aprofundar nos espaços escolares individualismos, preconceitos e segregações existentes. Aliás, nessas mesmas escolas que em nove estados o índice piorou em relação aos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) entre 2009 e 2011. O discurso de que os esportes de alto rendimento estimularão a prática do esporte e lazer em geral, além de ser automatista é simplista. Contudo, o Sr.º Ministro Aldo Rebelo, “o cara do Código do Florestal”, não parece estar muito preocupado com isso, mas sim com quantas medalhas vamos ter em 2016.

Ainda, não dá para deixar de lembrar. Temos cerca de 57 Universidades Federais em greve, três meses sem aula e sem negociação por parte do governo. As comunidades universitárias reivindicam melhores remunerações e condições de ensino, pesquisa e extensão. Já que a ideia é ser uma potência olímpica e se comparar com EUA e China, vale recordar que são nas universidades que esses países também formam seus atletas medalhistas. Fica a dica!

A sociedade moderna segue um curso de seleção do mais forte e mais hábil, e é neste caminho de valorização da vitória (principal objetivo) que o esporte de alto rendimento tem em seus princípios. Para sermos uma potência olímpica, além de ter que seguir as normas de um sistema esportivo demandado por um mundo capitalista ao qual fazemos parte, além de não dialogar e respeitar as nossas características socioculturais e históricas, tenderemos a reproduzir a lógica do Darwinismo esportivo.

Aliás, diga-se de passagem, de certo modo, não será muito contraditório, pois se formos atentos ao nosso propalado projeto de desenvolvimento e inclusão social, atualmente, muitas vezes aqui e acolá se exala um “cheirinho” de Darwinismo Social em projetos e discursos. Mesmo que tenhamos políticas que tenham em seu escopo dizer reconhecer a diversidade, reconhecem na medida de que todas e todos assimilem ou aceitem sem questionar uma determinada lógica socioeconômica de produção e consumo.

Nesse esteio da desigualdade e injustiça social ainda temos a situação de cerca de 170 mil famílias que estão ameaçadas de remoção em todo o país devido as obras relacionadas aos megaeventos, no caso da copa e Olimpíadas no Rio de Janeiro, fora outras cidades apenas com a questão da copa. Enquanto o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, recebia a bandeira olímpica, 22 mil pessoas vivem com medo de perder suas casas, sendo que 8 mil já foram removidas, afetando diretamente 24 comunidades.

Em um recente dossiê divulgado consta, a olhos vistos também é possível perceber, que a maioria, das decisões sobre destinação orçamentária, prioridades eleitas e projetos previstos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 não foram, em nenhum momento, submetidas ao escrutínio e ao debate público, que passam ao largo dos Conselhos da Cidade e Conselhos de Política Urbana, ou da apreciação dos próprios sujeitos afetados, primeiros interessados em manifestar-se. Tal postura é adotada não apenas pelos três entes federativos (União, Estados e Municípios), como também no âmbito dos três Poderes. No que diz respeito ao Legislativo, o discurso da “urgência” inviabiliza o debate sobre as inúmeras alterações legais de exceção aprovadas sob exigência da FIFA, do COI e de seus parceiros comerciais6.

A remoção da Vila Autódromo, cuja maioria dos lotes é regular e tem título de Concessão de Direito Real de Uso (instrumento de regularização fundiária do Estatuto da Cidade), é apresentada como necessidade para a construção do Parque olímpico, acionando argumentos de preservação ambiental7. Bom teria alguns outros vários exemplos para mencionar, mas creio que esses já ilustram bem a situação a qual vivenciamos no Brasil.

Este não é um artigo de um “afetado” político que só crítica e quer fazer denúncias, mas como diria nosso sempre Gonzaguinha é mais um “grito de alerta”, que se soma ao de tantas outras pessoas que estão indignadas e mobilizadas frente a essa situação e que querem ainda acreditar nesse governo. Trata-se da escrita de quem até um dia pensou que poderia ser interessante ter uma Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, sim, mas não dessa forma e a qualquer custo.

Acredita-se, mesmo que com dificuldades, que ainda há tempo de reposicionar decisões políticas, rever rotas e acertar os aprumos e diminuir os danos sociais, econômicos, ambientais, de direitos humanos, etc.. causados direta e indiretamente por esses megaeventos e a galopante especulação imobiliária do nosso país. Aliás, essas e outras questões não estarão provavelmente nas manchetes do PIG (que também ganha com isso) e não serão analisadas por muitos que se empenham em imacular a qualquer cu$to e acriticamente o nosso governo. Quando uso o termo “nosso”, é porque sou ainda apoiador e cooperante com determinados segmentos desse governo.

Se a ideia é ser uma potência olímpica, o nosso país precisa deixar de ser uma efusiva potência geradora de desigualdes e injustiças sociais. Lembrando que no quadro de medalhas da desigualdade social no mundo estamos muito bem ranqueados, diga-se de passagem. Aliás, estas e outras coisas, como os altos índices de extrema pobreza que não temos mais no Brasil, como antes, poderíamos também ter deixado no passado junto com o governo tucano de FHC.

Apesar disso tudo, torço para que sejamos um país medalhista em promover dignidade, igualdade e justiça social. Desejo um Brasil desenvolvido e um governo que seja destaque no mundo por promover condições de acesso aos mais diversos esportes no Brasil, inclusive o futebol na Copa, de forma pública e com qualidade a partir dos próximos anos, muito além das olimpíadas de 2016. Poderemos ter muito mais medalhistas nas Olimpíadas de 2016, mas necessitamos ter alicerces e grandes investimos em práticas educativas nos esportes a partir de um viés inclusivo e com a promoção de atividades recreativas e formativas referenciadas nos princípios da cooperação, do engajamento social, do pensamento crítico, da integração e convivência na diversidade, etc..

Bom, agora vale prestar atenção nos, não menos importantes, Jogos Paraolímpicos. Enquanto isso, em meio, a esses sentimentos contraditórios que expus e a atual conjuntura social do nosso país, torço a cada dia para que surjam mais e mais atletas como Esquiva Falcão e os meninos que “jogam pelada” nas ruas desse país e que tantas outras modalidades esportivas, desde o Pentatlo até a conhecida corrida no saco, apresentem e revelem mais e mais praticantes.

*Sérgio Botton Barcellos faz Doutorado em Sociologia Rural na UFRRJ. Colaborador para o Agência Comunidade desde Barcelona, Espanha.

1 Esporte tradicional nas Olimpíadas é composto por cinco modalidades: esgrima, natação, hipismo e combinado (alternância de corrida e tiro esportivo).
2 Algumas de suas declarações estão disponíveis no link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/08/120812_olympics_ministro_clip_cc.shtml?bw=bb&mp=wm&bbcws=1&news=1
3 Disponível no Link: http://www.cob.org.br/comite-olimpico-brasileiro/lei-agnelo-piva
4 Disponível no Link: http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/copa2014
5 Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011. PNUD/ONU. Fonte: Disponível no link:http://hdr.undp.org/en/media/HDR_2011_PT_Summary.pdf
6Fonte: Dossiê Violações de Direitos Humanos. Disponível no link: http://www.portalpopulardacopa.org.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=198:dossi%C3%AA-nacional-de-viola%C3%A7%C3%B5es-de-direitos-humanos
7 Fontes: Notifcação ao COI sobre proposta de remoção da Comunidade Vila Autódromo para defnição de um período de segurança para os Jogos olímpicos de 2016, disponível em http://olimpicleaks.midiatatica.info; http://www.comunidadevilaautodromo.blogspot.com

sábado, 11 de agosto de 2012

Tinha um Peralta no meio do caminho!

México vence Brasil por 2 a 1 e conquista seu primeiro Ouro em Londres!
Jogadores mexicanos comemorando a vitória. Foto: EFE/Telesur


LONDRES U.K (11.08.2012) De quem é a culpa? É pra demitir o Mano? Ou o valioso Oscar precisa voltar no outro time de Porto Alegre pra aprender a cabecear? Ou do Rafael que não colocou a bola pra lateral nos 22 segundos de jogo? Ou do Neymar que é fominha? Culpar é uma vício que nos aparece depois de uma derrota. 

Não foi dessa vez, de novo! Somos tri prata! Superamos o bi-vice do Coritiba! Superamos até o Vasco da Gama! 

Mais vice que a seleção brasileira só o Mano Menezes. Na passagem épica pelo Grêmio, Mano tirou o time da série B em 2005 e o levou para a final da libertadores em 2007.Optando em não fazer marcação especial em Riquelme, deu no que deu, foi seu primeiro grande vice campeonato. Depois conquistou mais um vice, com o Corinthians na Copa do Brasil de 2008, e agora uma prata olímpica.

Será que faltou mais coragem para colocar o Lucas antes?  Ou será que o México foi superior e mereceu?

O que o placar disse foi a expressão de um jogo onde quem errou menos ganhou. O México soube aproveitar as oportunidades. Entrou com cautela e maturidade. Teve a tranquilidade. Nosso ponto fraco é não saber organizar uma boa defesa? Os mexicanos passaram com a facilidade que os coiotes cruzam a fronteira com o império do norte.

Hoje não tinha muros da vergonha que segurassem as peraltices do Peralta. O camisa 9 apareceu pouco no jogo. Apareceu na hora que era pra matar. El matador Peralta fez numa ofensiva rasteira aos 28 segundos de jogo, depois de um presente do Rafael. E depois, num ataque aéreo, nos 29 minutos do segundo tempo, quando a defesa brasileira teve seu momento de Roberto Carlos ajeitando a meia e assistindo o francês Henry fazer o gol na copa de 2006.

Peralta (C)  fez os dois gols mexicanos. Foto: Luis Acosta/AFP

O desconto do Hulk nos 91 minutos e a cabeçada pra fora do Oscar nos 93, apenas deixaram a vitória do México mais difícil e mais sofrida. Esse povo que sofre no quintal do império, hoje canta como los mariachis.

O México fez o básico do futebol. Marcou a saída de bola. Ganhou o jogo no meio de campo. E tem um centroavante. Nós também temos um baita centro avante, mas que hoje a bola não chegava nele. Nosso ponto forte, o ataque, falhou! Nosso ponto fraco, a defesa, falhou também. E assim os deuses do olimpo nos condenaram a prata, novamente. Perdemos nos detalhes tão pequenos!

Financeiramente, somando o valor do passe de um Lucas e de um Oscar, certamente dá pra comprar duas seleções do México. Mas não dá pra comprar uma medalha de ouro com o vil metal do dólar. O ouro olímpico do Olimpo é algo superior ao dólar ocidental capitalista.

Uma saída pro nosso futebol é ter dois técnicos. Um Celso Roth pra organizar a defesa e um Luxemburgo pra organizar os ataques. Ou um Felipão que vale pelos dois! Como isso não é possível, torcemos pro Mano!  

Nem por isso devemos deixar de parabenizar a Seleção. Foi a melhor campanha desde 1988. Daquela prata de 1988 brotou uma geração pra ganhar o tetra em 1994 e o penta em 2002. Teremos dias melhores pela frente. 
Neymar lutou, mas defesa mexicana foi superior. Foto: Daniel Garcia AFP/CP

Por @macielcover

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Londres 2012: Handebol volta pra casa

      A equipe feminina de handebol perdeu agora a pouco para a equipe Norueguesa (atual campeã mundial e olímpica). Com um primeiro tempo onde a equipe brasileira dominou e mostrou um grande jogo e um segundo tempo com várias falhas e domínio da equipe norueguesa o Brasil  permitiu que a Noruega virasse o jogo que terminou em 21 a 19.

Duas vezes Damião! Três vezes Brasil!


Brasil vence Coréia do Sul com dois gols de  Damião e disputará sua terceira final olímpica no futebol masculino.

Damião e Rômulo: em partida difícil fizeram gols decisivos. Foto:Andrew Yates AFP/CP

MANCHESTER/U.K(07.08.2012). Ele não aparece dirigindo carros do ano, nem tomando guaraná com fenômenos, nem fazendo a barba antes do treino pra tirar a cara de ontem, nem emprestando celular pra gatinhas telefonarem! Ele aparece na área, na hora certa, quando o time precisa resolver a parada.  E resolve! Ele não joga num dos times queridinhos da mídia do chamado centro do país. É humilde e sabe honrar a camisa que veste. E assusta qualquer zaga. A não ser Saimon, são poucos os zagueiros que conseguem pará-lo.

Leandro Damião mais uma vez foi decisivo. Na hora do aperto fez dois gols que levaram o Brasil, depois de 24 anos, para mais uma final olímpica  no futebol masculino. Da última vez, em 1988, Dunga, Taffarel e Romário eram  os protagonistas. Mas os soviéticos levaram a melhor.

É bom destacar o gol do volante Rômulo, um guerreiro no meio de campo, incansável na proteção. O esquema de Mano Menezes vem mostrando resultados. Sim é um futebol focado em resultados! E assim tem que ser. Queremos a medalha de ouro. Só nos falta este título.

As firulas, pedaladas, exibições que na maioria das vezes não dão em nada, os jogadores podem se reservar para fazer isso em seus clubes que vivem nos holofotes da mídia. Firulas, pedaladas  e exibições inconsequentes podem até levar jogadores para boas baladas, para comercias televisivos, para a fama. Times escalados focados no coletivo; que marcam a saída de bola; e que na hora decisiva fazem gols, estes meus amigos, além da fama tem a glória.

E o Brasil, comando pelo Mano Menezes, com seus soldados Damião, Marcelo, Rômulo e também nas individualidades responsáveis de Neymar, Lucas e Oscar, caminha para o ouro inédito!

A Coréia do Sul jogou bem, porém a estrela brilhou para o nosso lado.

Que venga el Mexico!

Por @macielcover
Rômulo, Damião e Marcelo: pilares deste time que vai bem encaminhando para disputar o ouro  na final contra o México. Foto: Andrew Yates - AFP/CP


sábado, 4 de agosto de 2012

Damião despacha Honduras e coloca o Brasil mais perto do ouro.


O paranaense Damião foi decisivo. Foto: AFP

NEWCASTLE/U.K (04.08.2012). Mano acertou! Neymar acertou! Damião desequilibrou! Não foi fácil passar pelo forte sistema defensivo hondurenho. Não foi fácil resistir aos eficientes ataques centro americanos, que nas poucas vezes que chegaram, converteram.

Os 3 a 2 sobre a zebra Honduras, que eliminou a Fúria espanhola, qualificam e dão confiança para o Brasil seguir firme rumo ao ouro inédito no futebol masculino.

A seleção apresenta confiança. Na habilidade do Oscar e Neymar; na astucia de Rômulo e Sandro;  na eficiência de Damião e na inteligência de Mano Menezes podemos sim chegar lá.

Que venham as semi-finais!

Por @macielcover

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

#asjapapira e Brasil é eliminado no futebol feminino.


Jogadoras japonesas comemorando a classificação. Foto Reuters.

CARDIFF/UK(03.08.2102) As japonesas jogaram o básico, o feijão e o arroz. Souberam administrar a pressão inicial do Brasil e aproveitaram os erros de nossa seleção.Marcação e contra ataque! 2 a 0 pra elas! Eram quartas de finais!

O Brasil começou bem. Encurralou as japas na sua área defensiva. Passavam, corriam, chutavam. Formiga, a melhor jogadora brasileira na partida acertou uma cassetada de fora da área que empurrou pra trás a goleira Fukomoto. Mas as japonesas com a passividade oriental e com os ensinamentos do chinês Sun Tzu e do gaúcho Juarez Roth controlaram a partida e deram golpes letais.

Ataque onde seu inimigo menos esperar! ensinava Sun Tzu. E foi assim, cobrando uma falta boba no meio de campo, lançando uma japinha no meio de 4 brasileiras. Seria um local menos provável pra sair uma boa jogada. Mas saiu! A zaga comeu mosca e Ogimni tocou no cantinho. 1 a 0, eram 27 do primeiro tempo.

Ainda dava pra virar o jogo, mas o futebol do time brasileiro não convencia. A bola batia na canela e os passes saiam errados. E num destes passes errados  é que surgiu o lance do gol do Ohno, que recebeu na entrada da grande área e chutou fatalmente para a bola beijar o travessão e dormir no fundo da rede. 2 a 0. Já eram 27 do segundo tempo.

Desespero de Marta no segundo gol japonês.Foto Getty Imagens

O time japonês soube marcar a saída de bola; teve a cautela de não se expor com ataques precipitados e foi eficiente nas finalizações. Marcação e contra ataque, dois conceitos muito usados por Celso Roth que funcionaram para as meninas da terra do sol nascente.

Infelizmente não foi um dia para o Brasil. Marta não brilhou; Maurine não jogou. Cristiane até se esforçou. Thais corria, gingava, mas não resolvia. Formiga fez um partidazo. E o treinador não mexeu no time quando precisava mexer e escalou sua esquadra muito adiantada. Deu no que deu. Agora é caprichar pra em 2016 fazer bonito no Rio de Janeiro.

As japonesas pegam a França na semifinal.

Por @macielcover 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Seleção de futebol masculino mais perto do sonhado Ouro inédito.


Damião comemorando o segundo gol contra a Nova Zelândia. Foto: R7.

NEWCASTLE/UK (01.08.2012). Foram 3 jogos, 3 vitórias, 9 gols feitos, 4 gols sofridos. 100% de aproveitamento.  A primeira fase das Olimpíadas de Londres foi maravilhosa pra Seleção treinada por Mano. Tudo bem que não foram lá adversários de tradição no futebol. Agora vem o “pega pra capar.”


O time tá bom! E ficará ainda melhor quando alguns jogadores decidirem jogar pra valer. O jogo contra a Nova Zelândia mostrou maturidade dos meninos, porém  pareceu que podiam ter caprichado mais. Damião participou dos três gols: dando o assistência no primeiro gol do Danilo; fazendo o segundo gol; e estorvando a defesa adversário no terceiro gol feito pelo Sandro. Marcelo se mostrou ótimo pela lateral esquerda. Neymar errou um gol feito e só, podia ter jogado mais. Lucas deu suas fominhadas.


Depois da expulsão do Alexsandro, o treinador, ex-zagueiro do Guarany de Venâncio Aires/RS e discípulo da escola do Celso Roth, tirou homens de frente para colocar mais volantes, num jogo em que a Nova Zelândia não oferecia perigo nenhum. Poderia ter sido mais ofensivo e colocado Ganso, se bem que Ganso ultimamente...


Enfim, tudo caminha para o Brasil tirar medalhas. Esperamos a de Ouro.


colaborador da Agência Comunidade: Por Maciel Cover, @macielcover


domingo, 29 de julho de 2012

Londres ...

O Brasil está em oitavo lugar no quadro de medalhas na  30a. Olimpíada de Londres.     A ginástica - promessa de melhada para o Brasil acabou sendo eliminada. Nas modalidades como volei, basquete, handebol e futebol, entre outras,  o Brasil  segue  lutando  por  uma medalha.