terça-feira, 23 de abril de 2013

Ferrovia do contestado e ferrovia leste-oeste

Davi José Frozza
Uma das primeiras sementes foi plantada em 2009. Onde? Em Herval d´Oeste. Em fevereiro desse ano, constituiu-se, por nossa sugestão, uma Comissão para tratar da reativação da Ferrovia do Contestado e também para dialogar com a Frente Parlamentar das Ferrovias, tendo em vista a execução da Ferrovia Leste-Oeste ou Ferrovia da Integração. Membros: Prefeito Guindani (hoje Prefeito Reeleito), Engenheiros Cleimar Piovesan (Prefeitura de Herval) e Ricardo Miranda (7ª SDR sediada em Joaçaba), Rogério Bilibio (Secretário de Educação à época, hoje Coordenador do Curso de História da UNOESC), o Advogado Ricardo Nodari (à época, Assessor Jurídico da Prefeitura; hoje, Vice-Prefeito) e Davi José Frozza (à época Diretor de Cultura, hoje Vereador).
        
Em princípio, a Comissão focou sua ação na revitalização da Ferrovia do Contestado (O Meio Oeste nos Trilhos), porém, com a realização do I Ato Público em Herval d´Oeste, em novembro de 2009, e em razão da determinação da ALL – América Latina Logística de não reativar a Ferrovia do Contestado, o Movimento centrou forças na reivindicação da Ferrovia Leste-Oeste ou Ferrovia da Integração – Itajaí, Herval d´Oeste/Joaçaba, São Miguel d´Oeste. Pois é. Mas no que isso importou, além da rima? Importou em muito. A voz do Deputado Pedro Uczai, um líder nato, um maestro virtuose, suscitou-nos para que encampássemos também o projeto idealizado pela Frente Parlamentar das Ferrovias (da qual ele era o Presidente) que, em primeira mão, ele já saía em sua defesa. O Movimento criou corpo e se estendeu por quase todos os municípios e cidades do Meio Oeste e Extremo Oeste. Muitas vozes se uniram a esse clamor, a essa nova luta que parecia inglória, apesar do entusiasmo de seus idealizadores.
        
O II Ato Público coordenado pela Comissão, realizado em abril de 2010, foi de extrema importância para a ratificação do traçado original exarado na Carta de Herval d´Oeste e inúmeras outras Cartas, escritas e subscritadas por ilustres presenças que marcadamente se engajaram com o seu poder de fogo político para que essa via de escoamento de nossas riquezas viesse a ser implantada no coração do Estado Barriga-Verde. Senadora Ideli Salvatti, Deputado Federal Pedro Uczai (Presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias), Deputado Odacir Zonta, Deputado Merisio, Deputado Cláudio Vignatti, Deputado Saretta, Deputado João Rodrigues, Deputado Moacir Sopelsa, Deputado Reno Caramori, Deputado Celso Maldaner, Deputado Jorginho Mello, Deputado Titton, Prefeitos da AMMOC, da AMAUC, da AMAVI, da AMAI, da AMARP, da AMEOSC, da AMURC, um sem-número de vereadores, representantes de Entidades de Classe, empresários da região dos ramos metalomecânico, da produção de alimentos, do agronegócio, do turismo, prestadores de serviços, lideranças comunitárias e o povo da Ordem que também quer o Progresso.
        
Mas há quem diga que foram apenas atos políticos, e o foram. Independentemente de a Frente Parlamentar das Ferrovias ser declarada publicamente como suprapartidária. Sem eles, no entanto, não teríamos adiantado um pouco a história, não teríamos chegado ao consenso do traçado original, do codinome de Ferrovia do Frango ou Ferrovia da Integração, da subjacente saga ou epopeia dessa Ferrovia vir a ser Bioceânica, ligando o Atlântico ao Pacífico – Itajaí, Santa Catarina, Brasil, a Antofagasta no Chile. Um sonho. Apenas um sonho de Herval d´Oeste? Não. Do Meio Oeste, do Planalto Serrano, do Alto Urugaui e do Extremo Oeste de Santa Catarina. Um sonho de pessoas, políticos e empreendedores que gostam de sonhar grande. Porque há pessoas que não sonham, nem grande nem pequeno, em Herval d´Oeste ou fora dele. Sofrem da síndrome onírica/da insônia – não sonham para não se comprometer/não dormem para não sonhar. Pena. As grandes ideias não passam pela cabeça de quem não sonha, elas não vingam se não forem precedidas do sonho. O sonho é a terra vessada e a semeadura. Por si só ele vinga e se multiplica.
        
O Terceiro Ato Público de Herval d´Oeste (abril de 2013) – a reboque do Primeiro (em 2009) e do Segundo (em 2010) –, inédito e inusitado por ter sido mais um a ser realizado nestas plagas, vem confirmar que por aqui todos os caminhos são de fé, principalmente agora que há indícios de que o milagre vai acontecer em razão do aceno de verba pelo Governo Federal para que as obras da Ferrovia Leste-Oeste sejam iniciadas em 2014. Mas ainda há um senão: o traçado. Por isso a nossa luta para que ele seja mantido como desenhado no Primeiro Ato Público, em razão da viabilidade técnico-econômica já comprovada largamente. Claro que ainda há quem diga que este também foi um ato político-eleitoreiro às vésperas de 2014. Não o é! Mesmo que assim não seja. Mas não queiram impor os descrentes que de braços cruzados vão conquistar essa batalha. Um gesto cômodo e de omissão. A caravana passa enquanto os cães ladram. Bem mais fácil querer do bolo um pedaço sem pôr a mão na massa. Cheira conversa de incompetente e de quem lava as mãos – por que me comprometer agora se também vou me beneficiar lá na frente? Torcem para que as coisas não aconteçam! Aves agourentas. Xô!
        
Eu acredito nas pessoas, naqueles representantes que têm nas mãos o poder de decisão. Vai aqui um recado de entusiasmo ao Digníssimo Governador Raimundo Colombo e ao Excelentíssimo Secretário de Infraestrutura Valdir Cobalchini, que muito os estimo e os admiro: – Essa é a hora e a vez do interior barriga-verde que mata a fome do mundo! 
        

        Davi José Frozza – Poeta, Escritor, Estudioso do Contestado (autor do livro Contestado: Pelados Versus Peludos), Pós-Graduado em Sócio-Psicologia e Vereador por Herval d´Oeste.
Fonte: Davi José Frozza/bomdiasc

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