sexta-feira, 5 de julho de 2013

BNDES, Estado e cooperativas acertam detalhes de projeto de agroindústiras


Uma reunião, nesta quarta-feira (3), definiu o caminho para a garantia dos recursos ao projeto de agroindústrias dos assentamentos da reforma agrária. Os mais de R$ 60 milhões, viabilizados em um convênio entre BNDES e Governo do Estado, ampliarão a cadeia produtiva ligada à proteína animal.
                Participaram o assessor técnico da presidência do BNDES, Francisco Oliveira, o secretário da Casa Civil, Nelson Serpa, representantes da Secretaria de Agricultura e Pesca, de cooperativas da reforma agrária, e o deputado Padre Pedro Baldissera. “O Governo do Estado já tomou a decisão de alocar recursos para o projeto. Agora precisa escolher qual será o caminho para garantir recursos ao Fundo de Desenvolvimento Rural. Ou uma nova carta consulta, ou a locação do recurso de financiamento já existente”, explicou Oliveira.
                Para o coordenador do MST e representante da Coopertel, Vilson Santin, o indicativo de um entendimento sobre os mecanismos de repasse garante que o projeto sairá do papel. “Agora vamos trabalhar em conjunto para agilizar o máximo possível o projeto”, afirmou Santin.
                O deputado Padre Pedro Baldissera lembrou da importância de garantir a proposta para que a devolução dos recursos do financiamento do Estado tenha uma parcela do pagamento feita através da entrega de produtos destinados à alimentação escolar. “O BNDES também concorda com o mecanismo, e isso é uma garantia ao Estado, de que receberá, e às cooperativas, que poderão utilizar seus produtos como uma garantia antecipada”, destacou o parlamentar.
Projeto
                Uma reunião entre o governador Raimundo Colombo, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, o deputado Padre Pedro Baldissera (PT) e representantes de cooperativas, em março, foi decisiva para o projeto de apoio financeiro do BNDES aos agricultores assentados da reforma agrária.
                O investimento de mais de R$ 60 milhões garantirá ampliação e readequação das cadeias produtivas do leite, frango caipira, suínos e peixes nos assentamentos de Santa Catarina.
                Os recursos para implementação do projeto vem do BNDS. Já foi definida a contrapartida financeira de Santa Catarina ao investimento. O modelo já existe em outros Estados, com sucesso. Ao todo são 10 cooperativas regionais, três associações e duas empresas, totalizando 15 empreendimentos. Os investimentos permitem, por exemplo, que todo ciclo produtivo se feche em torno dos assentamentos, desde a criação/cultivo, até a comercialização.
                Integram o projeto as cooperativas Cooperunião (Frango), de Dionísio Cerqueira; Cooperoeste (Leite) e Associação 25 de Maio (Leite), de São Miguel do Oeste; Coopeal (Peixes), de Abelardo Luz; Coopermoc (Leite Orgânico), de Catanduvas; Coopercontestado (Leite Orgânico), de Campos Novos; Coopertel (), de Ponte Alta; Cooperdotchi (Hortifrutigranjeiros), de Rio Negrinho; Cooproeste (Hortifrutigranjeiros), de Lebon Régis; e a Cooptrasc (Assistência Técnica), de Chapecó.
Fonte:Assessoria de Imprensa

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